Lá para finais de Novembro, começámos a ouvir sobre um novo vírus na China. Um vírus desconhecido, que facilmente se propagava. E a coisa foi crescendo. Chegámos aos milhares de infectados e às centenas de mortes. A China construiu dois novos hospitais em apenas 10 dias, para fazer face ao que se imaginava que vinha por aí.
Mas isso era longe.
Inevitavelmente, o vírus (Coronavírus de seu nome, até então) saltou fronteiras. E começou a chegar perto. Durante algum tempo, Portugal manteve-se estoicamente sem casos, enquanto víamos Itália a galgar números, a somar mortos e contaminados. Aí já o tinham renomeado como Covid-19.
Mas um dia o vírus chegou a Portugal. Soubemo-lo a 2 de março. Sabíamos que assim seria.
E de um dia para o outro, tudo mudou.
Na semana passada, muitas coisas foram anunciando o seu fecho: bibliotecas, piscinas municipais. E outras o seu cancelamento ou adiamento: concertos, teatros.
Começou por ser proibida a realização de eventos com mais de 1.000 pessoas em espaços fechados e com mais de 5.000 em espaços abertos. Neste momento, não podem estar mais de 100 pessoas juntas, onde quer que seja.
Na 5ª feira, dia 12, o Governo decidiu finalmente que as escolas estariam fechadas a partir da 2ª feira seguinte (hoje), dia 16 de março. Com esse fecho muitas empresas decidiram fazer o mesmo. Estamos em estado de alerta.
Ontem, Portugal e Espanha decidiram fechar as fronteiras para efeitos de turismo e de lazer.
Na próxima 4ª feira haverá um Conselho de Estado, onde o Presidente da República poderá decretar Estado de Emergência (caso o Governo aceite) e aí as regras alteram-se. Podem ser tomadas as medidas que as autoridades entenderem, com vista ao "pronto restabelecimento da normalidade". Pode, por exemplo, ser imposta a proibição de circular na via pública sem ser para ir ao supermercado, à farmácia ou trabalhar. Pode ser imposto o fecho de todas as actividades consideradas não essenciais: fábricas, empresas, centros comerciais, que continuam abertos e com pessoas, apesar de tudo.
É nesta situção que está Itália, onde os números não param de subir. É o 2º país do mundo com mais casos. As fronteiras estão fechadas e as pessoas estão fechadas há semanas.
Muitos defendem que 4ª feira será tarde.
Cada dia é uma nova realidade. E adaptação é a palavra de ordem.
O ser humano tem uma real capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias. E desta vez não será diferente.
Força, Foco e Fé para todos nós!
Cada dia é uma nova realidade. E adaptação é a palavra de ordem.
O ser humano tem uma real capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias. E desta vez não será diferente.
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